Metodologia GIFO
O processo de investigação do GIFO é inspirado nas melhores práticas da investigação criminal e da metodologia científica. Cada caso segue o mesmo protocolo rigoroso.
Cinco Fases
Receção e Triagem
Avaliação inicial quanto a completude, consistência interna e presença de elementos verificáveis. Relatos sem dados suficientes são encerrados com registo arquivado.
Entrevista Cognitiva
Aplicação da técnica de entrevista cognitiva (Fisher & Geiselman, 1992), adaptada ao contexto de ocorrências com causa indeterminada. Questões abertas, sem sugestão. Gravação e transcrição integral.
Análise de Evidências
Processamento forense de imagem, vídeo, áudio e evidências físicas. Correlação com ADS-B, AIS, dados IPMA, registos sísmicos e bases de dados aeroespaciais.
Revisão Independente
Submissão a especialistas externos antes de qualquer classificação definitiva. Nenhum caso é fechado sem revisão por pelo menos um especialista externo.
Relatório e Arquivo
Relatório formal com metodologia detalhada, evidências catalogadas, hipóteses testadas e conclusão fundamentada. Publicação no arquivo público com consentimento expresso das testemunhas.
Sistema de Classificação
Todas as explicações convencionais eliminadas. Evidência corroborante de 2+ fontes independentes.
Caso em investigação ativa. Evidências a ser processadas ou revisão externa pendente.
Encerrado com causa convencional verificada. Registo mantido para fins estatísticos.
Dados insuficientes para classificação definitiva após investigação completa.