Como o GIFO Investiga
Cada investigação GIFO segue o mesmo protocolo de cinco fases, independentemente do tipo de ocorrência ou cliente. O processo é documentado, auditável e entregue em relatório técnico formal.
O protocolo GIFO é baseado em três referências metodológicas verificáveis: protocolo UNODC para entrevista investigativa (Fisher & Geiselman, 1992), NASA UAP Independent Study para análise de evidências em condições de incerteza (2023), e normas de perícia judicial portuguesa para a estrutura do relatório forense. A metodologia é explicada passo a passo em cada relatório entregue.
Recolha de Informação
O primeiro passo é reunir tudo o que existe antes de ir ao terreno. Análise de documentação prévia (autos policiais, relatórios internos, fotografias), identificação das testemunhas disponíveis, e definição das hipóteses convencionais a testar. Esta fase define o âmbito da investigação e o plano de trabalho.
A análise do auto da entidades públicas revelou uma inconsistência: o padrão de queima descrito era incompatível com a localização dos materiais inflamáveis. Este detalhe, que passara despercebido, redefiniu as hipóteses a testar antes de qualquer deslocação ao local.
Análise de Evidências
Deslocação ao local ou análise de evidências digitais em gabinete. As evidências físicas são documentadas com registo fotográfico sistemático e cadeia de custódia formal. As evidências digitais, fotografias, vídeos, registos de equipamentos, são analisadas com ferramentas forenses documentadas e reproduzíveis.
Num processo de seguro, as fotografias de sinistro submetidas pelo segurado tinham metadados EXIF com timestamp diferente do declarado. O hash SHA-256 confirmou que as imagens tinham sido processadas por software de edição após a data do incidente.
Entrevistas Cognitivas
A entrevista cognitiva é a técnica mais importante da investigação forense de testemunhos. É cientificamente diferente de um interrogatório ou de uma conversa normal, e produz resultados radicalmente diferentes. O protocolo UNODC (Fisher & Geiselman, 1992) tem quatro componentes fundamentais.
Um testemunho recolhido sem protocolo cognitivo tem valor jurídico limitado, pode ser contestado por qualquer parte. Um testemunho recolhido com protocolo UNODC documentado é evidência formal com metodologia explícita, auditável em tribunal.
Correlação e Teste de Hipóteses
Cada hipótese convencional é testada contra as evidências disponíveis e as fontes de dados externas. O GIFO cruza sistematicamente: dados meteorológicos IPMA, tráfego aéreo ADS-B, tráfego marítimo AIS, registos de rede, e o arquivo de casos GIFO para correlação geográfica e temporal.
Num caso de avistamento aéreo numa zona costeira, os dados AIS confirmaram a presença de um navio de carga com iluminação de emergência ativa na trajectória e altitude reportadas pela testemunha. Hipótese convencional confirmada, caso fechado na fase de correlação.
Relatório Técnico Formal
O produto final é um relatório técnico com metodologia explícita, evidências documentadas com cadeia de custódia, testemunhos codificados, hipóteses testadas com resultado de cada teste, e conclusão classificada numa de quatro categorias.
O relatório GIFO é redigido para ser destinado a apoio técnico em processos de seguro, análise pericial ou arquivo institucional, sujeito a validação por profissional competente. A metodologia explícita torna-o auditável, qualquer parte pode verificar o raciocínio que levou à conclusão.
Os valores são fixados por proposta individual antes do início de cada caso. A reunião de diagnóstico é gratuita e sem compromisso. Resposta inicial, em regra, até dois dias úteis.